A GNR já devolveu ao stand proprietário o BMW 635 cabriolet praticamente destruída que Angélico conduzia na fatídica madrugada de sábado passado, pelas 3:30, estando as investigações ainda em fase inicial.
A viatura, que terá sido emprestada naquela noite ao falecido cantor e actor por um amigo, vendedor de carros, da Póvoa do Varzim, não possuia seguro, tendo ficando apreendida na sequência do acidente.
O empresário em causa ainda não foi, formalmente, ouvido no âmbito do inquérito aberto logo após o sinistro mas assumiu ser o dono logo no dia.
Quando for chamado, terá de explicar as circunstâncias em que o carro importado da Alemanhã circulava nas mãos de terceiros.
Estará em causa, a responsabilidade civil e consequentes pedidos de indemnização por danos a reclamar por seguradoras, das vítimas ou outros.
O depoimento de Hugo Pinto, ocupante que seguia ao lado do condutor, único a escapar com ferimentos sem gravidade, vai ser igualmente determinante para as autoridades policiais que o pretendem ouvir quando estiver refeito do choque emocional destes dias. Tudo indica que estaria protegido pelo cinto. No seu relato inicial, deu conta de uma roda que saltou da viatura antes do despiste.
A GNR, através do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes (NICA) do Destacamento de Trânsito de S. João da Madeira procedeu a várias perícias na viatura acidentada por motivos ainda não apurados, em concreto, na A1, junto à saída para Estarreja, sentido Norte - Sul.
Vestígios, registos e indícios que permitirão saber como seguiam os quatro ocupantes, com ou sem cinto posto, velocidade em que circulavam, eventual falha mecânica (perda de roda ou rebentamento de pneu têm sido apontados) e outras informações úteis para chegar a dados mais conclusivos.
Os investigadores vão regressar ainda ao local para verficar as marcas deixadas na rodovia, procurando reconstituir o percurso da viatura principal. Será tido o depoimento do conduto e ocupante do ligeiro que seguia na retaguarda e atropelou um dos dois ocupantes projectados, Hélio Filipe, 25 anos, que faleceu imediatamente. Armanda Leite, 17 anos, também foi ´cuspida´, sofrendo lesões graves.
Procuram-se, nestas situações, igualmente outros depoimentos de automobilistas que passavam na hora e local do acidente. O veículo com os quatro jovens despistou-se, foi à berma, galgou o talude, capotando para a via a rodopiar.
A GNR enviou o auto de notícia do acidente para o Ministério Público da Comarca do Baixo Vouga onde o processo vai correr os seus trâmites legais, podendo ser determinandas outras diligências.