Um homem de 35 anos, advogado do Porto, foi baleado mortalmente pelo pai da sua ex- companheira, juíza, de quem tem uma filha de tenra idade, em Mamarrosa, Oliveira do Bairro.
O presumível autor, António Ferreira Silva, de 63 anos, encontrou-se com a vítima por motivos desconhecidos, ao final da manhã, no parque de merendas e lazer.
Uma discussão, possivelmente originada por razões familiares, poderá ter sido o rastilho da tragédia, levando o sexagenário, num aparente momento de ira, a descarregar a arma, à queima roupa, atingindo mortalmente Cláudio Humberto Rio de Mendes.
O episódio terá sido registado (filmado ou fotografado) através de um telemóvel pela actual companheira do advogado, que, assim, viu tudo.
Em anteriores encontros, não raramente, ambos os homens envolveram-se em troca de palavras mais azedas e o seu relacionamento era, por isso, muito tenso.
Os desentendimentos arrastavam-se, tudo indica, “desde o inicio do processo de regulação do poder paternal”, como contaram familiares do suspeito sem querer adiantar mais.
António Ferreira Silva, contaram seus vizinhos, nunca terá aceite de ânimo leve os encontros da neta de três anos fruto de uma relação entre a sua única filha, Ana Joaquina Carriço, actualmente colocada no juízo de média instância criminal de Ílhavo, e o advogado nortenho.
O falecido deslocava-se, periodicamente, aos sábados, até à localidade onde reside a ex-companheira, já que estaria autorizado a passar o dia com a filha, conforme acordado em tribunal após o fim da união de facto em que o casal chegou a viver.
Suspeito entregou-se na GNR
Depois de matar Cláudio Rio de Mendes, o alegado autor, engenheiro agrónomo reformado que se dedicava também a negociar terrenos, residente na Mamarrosa, andou alguns quilómetros e entregou-se no posto da GNR de Bustos. Ali, além de confessar o crime, entregou aos guardas a arma usada, um revólver.
Alertados pelas 11:45, os bombeiros de Oliveira do Bairro já encontraram a homem baleado inanimado, exibindo os ferimentos fatais no peito.
O pessoal médico da Viatura Medicalizada de Emergência e Reanimação (VMER) de Aveiro limitou-se a declarar o óbito.
O falecido terá sido atingido, pelo menos, por dois projécteis da arma de fogo e caiu de joelhos. No entanto, populares contaram ter ouvido “cinco ou seis disparos”.
O caso passou para a alçada Polícia Judiciária de Aveiro que vai conduzir o suspeito, também segunda-feira, a interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.
Um homem de 35 anos, advogado residente no Porto, foi baleado mortalmente pelo ex-sogro, à queima roupa, ontem, ao final da manhã, no lugar de Mamarrosa, Oliveira do Bairro.
Alertados pelas 11:45, os bombeiros locais já encontravam a vítima sem vida, junto ao parque de lazer da Vila.