Após ter constatado o teor do comunicado, já difundido, pelo Bloco de Esquerda, é minha intenção esclarecer que ao Conselho de Administração não foi colocada qualquer questão sobre os aludidos problemas do Teatro Aveirense.
Todas as perguntas colocadas ao Ministério da Cultura se suportam em fonte desconhecida, em relatos anónimos, revelando um desconhecimento perigoso e injurioso da realidade.
Temos que lamentar, por isso, que o Bloco de Esquerda não tenha querido informar-se junto da Câmara Municipal de Aveiro ou do Teatro Aveirense. Se o tivesse feito, não teria referido, por exemplo, que o Conselho de Administração usou fundos do QREN e do Ministério da Cultura para financiar salários e programação, sendo que os fundos do QREN ainda nem sequer deram entrada nos cofres municipais. Aguardamos, de igual modo, até ao momento a transferência de verbas do Ministério da Cultura, no valor de 75 mil euros.
As dificuldades financeiras que o país atravessa têm sérios reflexos na gestão autárquica, constrangendo a gestão cultural. O que é verdade em Aveiro ou em qualquer outra municipalidade. Mas apesar disso, temos de concordar com a noção de que a crise financeira não desculpa a falta de visão e muito menos a ausência de coragem que é preciso assumir em momentos de crise como a que vivemos.
Como nota final, referia ainda que ainda na presente semana, tivemos a honra e o prazer de receber digníssimos representantes do Ministério da Cultura, que, como é hábito, tomando contacto directo com a nossa realidade, se informaram da actividade do Teatro Aveirense exercendo em pleno a sua Tutela.
Vereadora do Pelouro da Cultura
Maria da Luz Nolasco