Apesar da contestação das últimas semanas, duas EB1 do concelho não voltam a receber crianças para aprender.
“O senhor director do agrupamento disse-nos que se as crianças não fossem às aulas, a polícia vinha a casa buscá-los”. O tom sério do aviso afastou a ameaça de boicote do inicio do ano lectivo feita por alguns pais que pairou em Eirol, Aveiro, que passa a ser a única freguesia do concelho sem escola primária.
Apesar dos protestos da Câmara local, surpreendida pela decisão governamental após ter dado parecer desfavorável ao encerramento, e da resistência de alguns pais, Aveiro ficou mesmo sem duas EB1 que não cumpriam o limite de 21 crianças.
Se em Aradas existem alternativas relativamente próximas para os alunos da EB1 abrangida pela mais recente vaga de fechar de portas, a freguesia de Eirol não teve argumentos para manter o ensino básico.
Os 13 alunos que estavam ali matriculados vão agora, quase todos, para a vizinha freguesia de Eixo, a 3 quilómetros.
A distância impede que Helena continue a acompanhar o filho, futuro aluno do quarto ano, como era rotina de todos os dias. “O ir e buscar, almoçar em casa, fosse eu ou os avós. Agora vai de manhã e vem ao final da tarde”, contou a mãe que “tem vindo a preparar” o filho para a mudança já a partir de segunda-feira.
O transporte é a preocupação maior dos pais das crianças de Eirol.
O agrupamento de escolas de Eixo garante, através da direcção, garante que “não faltará nada aos alunos”, mas remete para a Câmara informação sobre as deslocações.
Esclarecimentos que não chegaram em tempo útil. O município pretende garantias de que será apoiado nesse encargo, reclamando, inclusivamente, verbas em atraso.
Se até há pouco tempo Eixo tinha ensino básico e faltavam vagas para a infância, assiste, agora, a uma situação inversa. Há uma nova creche da paróquia pronta a inaugurar e a Câmara não abdica também do jardim-de-infância público, apesar de ainda ter apenas duas crianças inscritas. Os pais não podem é contar quando as crianças chegarem à idade de aprender com uma primária na localidade. “Isto só vai ajudar a acabar com tudo”, declarou uma mãe.
“O senhor director do agrupamento disse-nos que se as crianças não fossem às aulas, a polícia vinha a casa buscá-los”. O tom sério do aviso afastou a ameaça de boicote do inicio do ano lectivo feita por alguns pais que pairou em Eirol, Aveiro, que passa a ser a única freguesia do concelho sem escola primária.
Apesar dos protestos da Câmara local, surpreendida pela decisão governamental após ter dado parecer desfavorável ao encerramento, e da resistência de alguns pais, Aveiro ficou mesmo sem duas EB1 que não cumpriam o limite de 21 crianças.
Se em Aradas existem alternativas relativamente próximas para os alunos da EB1 abrangida pela mais recente vaga de fechar de portas, a freguesia de Eirol não teve argumentos para manter o ensino básico.
Os 13 alunos que estavam ali matriculados vão agora, quase todos, para a vizinha freguesia de Eixo, a 3 quilómetros.
A distância impede que Helena continue a acompanhar o filho, futuro aluno do quarto ano, como era rotina de todos os dias. “O ir e buscar, almoçar em casa, fosse eu ou os avós. Agora vai de manhã e vem ao final da tarde”, contou a mãe que “tem vindo a preparar” o filho para a mudança já a partir de segunda-feira.
O transporte é a preocupação maior dos pais das crianças de Eirol.
O agrupamento de escolas de Eixo garante, através da direcção, garante que “não faltará nada aos alunos”, mas remete para a Câmara informação sobre as deslocações.
Esclarecimentos que não chegaram em tempo útil. O município pretende garantias de que será apoiado nesse encargo, reclamando, inclusivamente, verbas em atraso.
Se até há pouco tempo Eixo tinha ensino básico e faltavam vagas para a infância, assiste, agora, a uma situação inversa. Há uma nova creche da paróquia pronta a inaugurar e a Câmara não abdica também do jardim-de-infância público, apesar de ainda ter apenas duas crianças inscritas. Os pais não podem é contar quando as crianças chegarem à idade de aprender com uma primária na localidade. “Isto só vai ajudar a acabar com tudo”, declarou uma mãe.