O programa Polis Ria de Aveiro permitirá ao município da Murtosa retomar o projecto de criar um eco-museu na zona ribeirinha do concelho.
O executivo camarário decidiu, recentemente, avançar com a revisão do Plano Director Municipal (PDM), dadas as actuais condicionantes de ordenamento do território na localização escolhida, a Sul do cais da Béstida.
O Plano Estratégico da Intervenção de Requalificação e Valorização da Ria de Aveiro propõe na Murtosa uma “porta” de entrada na Ria que ficará associada a um “museu vivo”, permitindo, assim, a “plena interacção com a zona lagunar”.
O eco-museu é assumido como “uma das intervenções estruturantes” do Polis Ria e dispõe de financiamento.
Resultado de um protocolo celebrado em 1999 entre o município da Murtosa e a Universidade Lusófona de Lisboa, o projecto desenvolvido por uma equipa liderada por Mário Moutinho, actual reitor da instituição, foi “apresentado, estudado, discutido e validado” ao longo dos últimos anos “mais diversos fóruns de museologia”.
Por isso, a edilidade murtoseira entende que constitui “uma potencialidade e uma oportunidade, qualificadas, para a preservação, valorização, divulgação e usufruição da laguna e de todo o seu ecossistema e território envolvente”.
A revisão do PDM para a instalação do eco-museu deve-se às actuais limitações de uso do território, por se tratar de reserva agrícola e ecológica.
Pretende a Câmara exceptuar daquele regime a instalação de programas de equipamentos para a defesa e valorização do meio natural, através de unidades museológicas, científicas e de divulgação e/ou observação da fauna e da flora.
O eco-museu, já alvo de estudo de impacte ambiental, irá ser dotado de espaços para exposições temáticas, centro de interpretação marinha e actividades aquáticas. Serão criadas condições de alojamento e transporte, inclusivamente fluviais.