Os actos judiciais mais recentes que visam o Beira-Mar são “profundamente injustos, inadequados e sobretudo inoportunos” (c/áudio).
Crítica assumida em comunicado pelo conselho geral do clube que reuniu, esta segunda-feira, com carácter de urgência, a pedido da direcção.
Em análise, estiveram “acontecimentos recentes, nomeadamente de índole judicial, praticados por particulares e entidades tendo por objecto o Beira-Mar”.
O comunicado indicia, contudo, que não estará em causa a continuidade da direcção liderada por Mário Costa.
Aquando da tomada de posse, o presidente assumiu que o avanço de penhoras de credores e processos judiciais poderia inviabilizar a gestão dos actuais responsáveis.
“Todos os órgãos sociais não obstante, continuarão fortemente empenhados na gigantesca missão de salvamento do Beira-Mar”, lê-se.
O presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia recusou, segunda-feira à noite, prestar novas declarações sobre a acção movida contra o Beira-Mar devido à falta de pagamento de cerca de 1,2 milhões de euros pelas piscinas, entretanto revendidas pelo clube.
“Abanão” com danos controlados, para já
Mário Costa, presidente do Beira-Mar, admitiu que a penhora movida pelo ex-dirigente Artur Filipe, causou “um abanão” na tesouraria, esperando, contudo, satisfazer a dívida, na ordem dos 100 mil euros, com a receita do jogo com o Sporting (7ª jornada).
As maiores preocupações, nesta altura, prendem-se com outra verba, de 300 mil euros, também da anterior direcção. A seguir o mesmo caminho, aí sim a direcção poderá ficar impossibilitada de conduzir os destinos do clube.
Quanto à acção movida pela Câmara, relativa à venda das piscinas, em que o clube poderá ser confrontado com a necessidade de devolver o dinheiro recebido da segunda venda, Mário Costa vê na anulação do negócio uma saída para o imbróglio.
O clube pagou apenas 200 mil euros, mas o presidente relembra que o saldo, mesmo sem a verba em falta (um milhão de euros), ainda é credor da Câmara de pelo menos três milhões de euros [ouvi resumo áudio em anexo].