Testes genéticos e alguns objectos pessoais permitiram não só confirmar a identidade mas também foi possível atribuir os corpos às duas vítimas retiradas do veículo totalmente carbonizadas aquando do acidente de segunda-feira, na A25.
Isso mesmo adiantou ontem à tarde o presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal (INML), Duarte Nuno Vieira, após conhecer os resultados dos exames de ADN feitos no laboratório de genética da delegação de Coimbra, onde se cruzaram vestígios das falecidas com seus familiares, usando ainda informação relacionada com artigos que traziam, nomeadamente jóias.
Alzira (viúva) e Maria Cristina Borges (solteira), mãe e filha, de 78 e 54 anos, seguiam no Renault 19 movido a GPL que pegou fogo no sentido Aveiro – Viseu. Quem conduzia era o neto e sobrinho das vítimas mortais. Alexandre, 20 anos, sofreu ferimentos ligeiros . A irmã, Lisa, 19 anos, permanece internada no Hospital de Santa Maria, com queimaduras em quase 30% do corpo, mas não corre perigo de vida.
Os funerais das vitimas realizam-se hoje pelas 15:00 em Arcozelo das Maias, Oliveira de Frades.
Ontem à tarde, no gabinete médico-legal de Aveiro, juntaram-se familiares a amigos da mulher de 61 anos que faleceu no choque em cadeia ocorrido no sentido Aveiro-Viseu.
Lurdes Rocha, há largos anos radicada no Brasil, encontrava-se em Portugal de férias com o marido que ficou também ferido no acidente que os apanhou em direcção a à terra natal, Rio Torto, Gouveia, onde regressava habitualmente.
Um padre celebrou a curta cerimónia religiosa na capela da morgue. O último adeus, já que o corpo seria trasladado para o crematório da Figueira da Foz, cumprindo a vontade da família em enviar as cinzas de volta às terras brasileiras onde vivem grande parte da sua vida.
O duplo acidente causou ainda a morte de um menino de oito anos, residente em Viseu, e de uma rapariga de 21 anos, de Leiria.