Aposta na internacionalização, cooperação com a região e captação de receitas próprias são os desígnios da equipa reitoral liderada por Manuel Assunção.
Revista Linhas / UA
O sucessor de Maria Helena Nazaré quer fazer da Universidade de Aveiro (UA) uma referência europeia em, pelo menos, duas áreas do conhecimento e do novo mestrado em medicina, um curso de sucesso.
Descreve o seu plano de acção para os próximos quatro anos, como assentando “numa lógica incremental”, visando “a melhoria contínua de dinâmicas já instaladas”. Em que linhas se processará esta continuidade e quais serão as novas apostas?
A Universidade de Aveiro há muito tempo que assume como sua missão, o ensino, a investigação e a cooperação com a sociedade. Tem desenvolvido a sua acção com crescente integração destes três aspectos e com assinalável êxito. Portanto, a continuidade significa, em primeiro lugar, a manutenção das apostas que têm vindo a ser feitas. Tudo isto deve assentar sempre na melhoria da qualidade da investigação que fazemos, que é já muito boa como comprovado pela elevada percentagem de unidades de investigação avaliadas com Muito Bom e Excelente, ou pela classificação obtida no ranking de Taiwan, que coloca a UA como a 37ª melhor universidade europeia em Engenharias, Computação e Ciência dos Materiais. Melhorar esta dinâmica significa aumentar ainda mais os índices de publicação, os índices de citação – conseguindo publicar cada vez mais em revistas de elevado impacto – e valorizar economicamente o conhecimento que produzimos. Em síntese, trata-se de continuar a afirmar a UA como uma instituição que contribui, de modo significativo, para o alargamento das fronteiras do conhecimento e para a utilização deste em benefício de todos.
A melhoria contínua das dinâmicas já instaladas significa também tirar o máximo partido do novo modelo de governo e gestão da Universidade, e é nesse esforço que me tenho vindo a concentrar. Nesta fase inicial saliento, em particular, o esforço de adaptar os órgãos, os procedimentos e outros instrumentos de gestão da Universidade de Aveiro à nova realidade do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Isto significa dotar os Departamentos e Escolas de regulamento próprio, de designar os seus directores, de acordo com as novas regras e, posteriormente, contratualizar com cada unidade qual o seu contributo específico para as metas a que a Universidade se propôs.
Melhorar as dinâmicas já instaladas é, ainda, sinónimo de dotar a UA de sistemas de monitorização da qualidade que nos permitam corrigir situações menos correctas e identificar boas práticas que nos levem a qualificar melhor a nossa acção em todos os domínios.
Como espera consolidar os três grandes eixos de acção da UA?
No ensino, e embora a aposta de primeiro ciclo esteja essencialmente consolidada, com uma taxa de ocupação de vagas próxima dos cem por cento, melhorar significa conseguir atrair estudantes melhores, ou seja, conseguir ter mais alunos que escolham a UA como primeira opção. Interessa, também, aumentar o número de pós-graduações oferecidas em colaboração com outras instituições de ensino superior de reconhecida qualidade, nacionais e estrangeiras, preferencialmente inseridas em programas internacionais como o Erasmus Mundus. Numa vertente em que investigação e ensino se interligam de uma maneira mais profunda, iremos proceder à criação de Escola Doutoral, o que não deixará de aumentar a atractividade, designadamente de estrangeiros, de captar melhores estudantes e de fomentar uma maior cooperação com empresas, em particular através do desenvolvimento de Doutoramentos Universidade-Empresa e de, ao mesmo tempo, qualificar de modo superior a própria investigação.
Um aspecto especialmente relevante é o aumento do número de diplomados que o Contrato de Confiança, estabelecido em Janeiro entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) e as Universidades, certamente determinará. Estamos a falar de mais diplomados e também de diferentes diplomados, em termos da sua origem e do seu perfil. Pessoas que apresentam diferentes trajectos de vida e de formação, e cujo aumento do nível de competências é imprescindível para uma maior competitividade da nossa economia. São pessoas que acedem ou retornam ao Ensino Superior numa perspectiva de aprendizagem ao longo da vida ou de requalificação, através de um leque alargado de cursos, de tipologia variada, tirando partido da rede de ensino e investigação que a UA desenvolveu com a região.
Este aumento da qualificação será conseguido, essencialmente, através de formatos dirigidos a novos públicos, nomeadamente: maiores de 23 anos, detentores de diplomas de CET, licenciados e mestres pré-bolonha, activos procurando requalificação, ou pessoas que pretendam oferta pós-laboral (nomeadamente em regime nocturno) ou em regime de tempo parcial.
A cooperação com a sociedade é uma vertente onde a universidade é reconhecida como sendo muito proeminente e muito activa, mas pretendemos colaborar mais com a região, com as empresas e com outros parceiros, ter mais e melhores actividades culturais e de divulgação da ciência.
“Aumentar receitas próprias significa aumentar a interacção com a sociedade em geral”
O presidente do Conselho Geral da UA, Alexandre Soares dos Santos recomendou, na cerimónia de tomada de posse desta equipa reitoral, um reforço na obtenção de mais receitas próprias, de forma a estar menos dependente das verbas do Estado. Como espera dar resposta a este desafio?
A obtenção de mais receitas próprias é uma necessidade da Universidade, no sentido de aumentar a sua autonomia financeira, e é também uma consequência da sua transformação em fundação pública com regime de direito privado. Esta passagem implica estarmos fora da periferia do Estado, ou seja, arrecadarmos mais de 50 por cento de receitas próprias.
Aumentar receitas próprias significa, desde logo, aumentar a interacção com a sociedade em geral, efectuar mais prestação de serviços, desenvolver mais iniciativas com as autarquias e com a região, ter mais projectos de investigação, em particular de dimensão internacional, que simultaneamente contribuam para tornar melhor, de forma significativa, a nossa actividade.
Para conseguirmos ter uma taxa superior de sucesso nas candidaturas aos projectos, quer nacionais, quer europeus, estamos a dotar os serviços de apoio de capacidades que nos tornem mais profissionais e, portanto, mais competitivos neste campo específico.
As contrapartidas exigidas à UA, no âmbito do contrato-programa assinado com o Governo, aquando da passagem ao regime fundacional, são ambiciosas. Como é que a UA se prepara para lhes dar resposta?
A resposta às contrapartidas que a UA e o MCTES estabeleceram em conjunto e na sequência de um plano de desenvolvimento são, de facto, ambiciosas e alcançá-las significará conseguirmos um significativo aumento no número de publicações, de citações, de estudantes estrangeiros, de alunos de pós-graduação e de receitas próprias.
O próprio contrato-programa estabelece dotações que permitem reforçar a UA em termos de recursos humanos dedicados à investigação. Para além disso, a UA candidatou-se a financiamento para novas infra-estruturas científicas e tecnológicas, tacitamente já aprovado, e que dotarão a UA com mais espaços e principalmente equipamentos de investigação que façam a diferença e, assim, possibilitar um salto qualitativo e quantitativo neste domínio.
A relação com a região e as empresas contribuirá, certamente, para a obtenção de maior volume de receitas próprias. Mas é claro que dispormos de mais investigadores, e melhor qualificados e com atitude e preocupação por transferirem para a sociedade lógicas inovadoras, também é muito relevante para este trabalho de parcerias com a sociedade.
O aumento dos estudantes de pós-graduação deve decorrer, em particular, de uma oferta mais consolidada de 2º e 3º ciclos e terá muito a ganhar com a Escola Doutoral, estatutariamente prevista. A questão do maior número de estrangeiros prende-se muito com a nossa entrada em mais redes e programas internacionais mas é sistémica e depende do aumento geral da nossa atractividade enquanto instituição. É forçoso, no entanto, ter presente o momento que o País atravessa, o que determina alguma preocupação relativa no plano de desenvolvimento e no assumir de compromissos que ela implica. Não se trata de ter mais cautelas que as devidas, o que poderia pôr em causa vantagens estratégicas que importa assegurar, mas temos que ser capazes de estabelecer cenários alternativos que, não perdendo de vista as metas traçadas, nos permitam ir adaptando aos constrangimentos determinados pela envolvente externa.
A UA tem aumentado o seu leque de opções formativas destinadas aos novos públicos, nomeadamente no que respeita aos Cursos de Especialização Tecnológica e às oportunidades para Maiores de 23. Que desafios trazem estes novos públicos?
Estes novos públicos têm especificidades próprias no modo como nos relacionamos com eles, o que quer dizer que precisamos de estar especialmente atentos aos mecanismos de acolhimento e acompanhamento. Nesse sentido, a partir de competências que tínhamos instaladas no antigo CIFOP, estamos a criar uma unidade de projecto, designada por Unidade Integrada de Formação Continuada (UINFOC), com a finalidade de promover a formação contínua, permanente e ao longo da vida, e que deve fomentar, nesse âmbito, a interligação e cooperação entre as unidades orgânicas da Universidade, e destas com as autarquias, empresas e sociedade em geral.
A UA tem um papel fundamental na cooperação internacional para o desenvolvimento, em particular com os países da CPLP. Está inclusivamente a desenvolver os programas curriculares do Ensino Secundário Geral de Timor-Leste e os recursos didácticos essenciais à reestruturação do ensino naquele país, e tem intervenção em Moçambique e Cabo-Verde. A acção de UA vai estender-se a outros países? Em que âmbitos?
A nossa principal preocupação é consolidar o trabalho que temos vindo a desenvolver com os países citados. Estamos a desenvolver os programas do ensino secundário em Timor-leste mas houve outros desafios lançados por aquele país, nomeadamente, em matéria de Cursos de Especialização Tecnológica (CET), que estamos a ponderar.
A intervenção da UA em Moçambique e Cabo-Verde é a mais extensa e consolidada, e abrange várias valências, que vão desde o ensino à distância, à simulação empresarial e ao apoio à instalação de novas Universidades. Em Cabo-Verde, para além do apoio que vimos dando ao desenvolvimento de plataformas de suporte à área jurídica, devemos salientar a leccionação de Mestrados a mobilidade docente e a formação de quadros e, mais recentemente, o desafio para cooperar na criação de CET e na divulgação da ciência.
Mais do que alargarmos a nossa intervenção a outros países – possibilidade que está a ser trabalhada, nomeadamente em relação a Angola, país com enormes potencialidades de cooperação – queremos ser capazes de desenhar programas que sejam ganhadores junto de instâncias de financiamento para a cooperação para o desenvolvimento. Para dar cumprimento a este objectivo, também reforçámos internamente a capacidade de suporte a essa área.
“As melhores universidades são aquelas onde a presença estrangeira é muito notória”
A Universidade de Aveiro é já uma instituição com amplo reconhecimento internacional. Que medidas preconiza para tornar a UA uma instituição apetecível pelos talentos internacionais?
A internacionalização é uma grande aposta. As melhores universidades são aquelas onde a presença estrangeira é muito notória e a UA precisa de reforçar essa área. O reconhecimento internacional tem que ser sucessivamente crescente. O reforço da presença internacional e a atractividade são duas faces da mesma moeda: quanto mais reconhecimento internacional tivermos, mais atractivos somos e quanto mais atractivos formos, mais reconhecimento internacional vamos conseguir ter.
a UA foi pioneira na implementação de Bolonha. No seu plano de acção refere--se à necessidade de, no prazo de dois anos, auditar a implementação do processo de Bolonha. Será esta uma medida crucial para melhorar a oferta educativa da UA?
A UA foi a primeira universidade a completar a nova arquitectura de graus (1º, 2º e 3º ciclos). Mas Bolonha é muito mas do que isso. É centrar o processo de ensino-aprendizagem no estudante, é organizar os curricula de acordo com uma lógica de competências a serem apropriadas pelo diplomado, é aumentar a mobilidade, é melhorar a empregabilidade num mercado mais alargado e, portanto, temos ainda um grande caminho pela frente até tudo isto se concretizar plenamente.
É fundamental criar nos alunos uma responsabilização crescente em relação ao seu próprio percurso, uma autonomia maior na sua capacidade de estudar e aprender. Para isso temos também que os ajudar em termos de competências de auto-estudo, de trabalho em grupo de gestão e planeamento do tempo e outras que lhes permitam assumir essa maior responsabilidade.
Claro que isso tem de ser acompanhado ao nível dos professores, por igual mudança comportamental, questionando-se sobre o modo como se relacionam com os estudantes – na sala de aula e fora dela – no sentido de fazerem acontecer esta nova realidade. Só assim conseguiremos fazer de Bolonha o que Bolonha deve ser!
“O curso de Medicina terá sucesso e será da maior qualidade. A UA compromete-se a isso”
Medicina começa a ser leccionada em 2011. Defendeu recentemente, em entrevista, que a construção do novo hospital de Aveiro (hipótese actualmente em avaliação pelo Governo) deveria ser junto ao Campus Universitário. Em que medida esta infra-estrutura é determinante para o sucesso do curso de medicina?
O novo curso de medicina é um curso que se alicerça em parcerias de vária índole, e, desde logo, um consórcio com a Universidade do Porto, através do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), mas também através das parcerias que estão pressupostas com hospitais e outras entidades do sistema de saúde da região. O curso de medicina terá, certamente, sucesso e será da maior qualidade, a Universidade compromete-se a isso, contando com o apoio dessas parcerias e das valências próprias que já detemos.
É obvio que, a médio prazo, ter um hospital universitário na contiguidade do Campus, contribuiria para um reforço da densidade tecnológica e da densidade de conhecimentos na área da saúde, o que ajudaria a qualificar mutuamente as duas partes. Ou seja, a presença próxima da UA – com a sua Escola de Saúde, a sua Secção Autónoma de Ciências da Saúde, o seu curso de Medicina, as suas unidades de investigação que intervêm na área da saúde, e que são muitas – seria um beneficio para o hospital e vice-versa. Um hospital universitário mais qualificado na vizinhança do Campus não deixaria também de propiciar condições de aprendizagem, treino, formação, mas também condições de investigação-acção que ajudariam a melhorar o curso de medicina.
Um exemplo concreto de algo que vai acontecer na vizinhança do Campus, onde a UA está envolvida, é a Unidade de Imagiologia, que também ajudará a qualificar a acção da Universidade e a acção do próprio hospital.
“Campus exemplar de todos os pontos de vista”
A UA é uma instituição reconhecida pela I&D na área do ambiente. Recentemente foi também pioneira na implementação de um plano de eficiência energética no Campus Universitário que vai permitir reduzir, em 300 mil euros/ano, as despesas energéticas. Que outras medidas estão previstas para tornar a UA ainda mais “amiga do ambiente”?
A participação neste programa foi o aproveitamento de uma oportunidade que nos surgiu, um financiamento específico muito bem assumido pela anterior Reitora, Prof. Maria Helena Nazaré, mas não constitui nem um princípio das nossas preocupações, em matéria de eficiência energética e ambiental, nem o fim. Seguir-se-ão outras acções.
Estamos a organizar uma equipa de missão que possa definir claramente quais são as áreas que necessitam de maior intervenção, quais são as metas a que nos devemos propor e, mais importante que tudo, traçar uma estratégia coerente para a área da eficiência energética.
Estas iniciativas prendem-se com a questão do Campus Exemplar, que tenho vindo a defender. Temos um Campus muito interessante do ponto de vista arquitectónico, já todos o sabemos. Mas temos também um grande potencial de “biodiversidade observável” de que devemos saber tirar partido. Temos que melhorar na questão da recolha e tratamento de resíduos, no que respeita ao estacionamento e à circulação no Campus e na sua vizinhança. Temos que cuidar de outros aspectos do apoio da inserção, da oferta à nossa comunidade e a quem nos visita. São as condições de fruição do Campus que devem induzir comportamentos melhores em todos, no sentido de tornar a UA “mais amiga do ambiente” e de fazer de Santiago um Campus Exemplar.
É conhecido o interesse do Reitor pelas questões culturais. Que eixos de acção pretende encetar para reforçar as dinâmicas culturais nos campi da UA a intervenção cultural da UA na sociedade?
A Universidade está envolvida em várias intervenções de natureza cultural, directamente ou através da Fundação João Jacinto de Magalhães, e que são conhecidas de todos. Refiro-me, por exemplo, à Orquestra Filarmonia das Beiras e à dinamização dos documentos de jazz, doadas por José Duarte e por outros coleccionadores, e dos acervos Francisco Madeira Luís. Vamos receber, em breve, o espólio do Maestro Frederico de Freitas, cuja assinatura do protocolo de cedência já está agendada, e temos também um significativo número de projectos em parcerias com a região.
A riqueza da nossa oferta é muito grande, principalmente através dos Departamentos naturalmente mais vocacionados, como os Departamentos de Línguas e Culturas e de Comunicação e Arte. A UA deve ser, por isso, capaz de potenciar a sua oferta cultural à cidade, através de um programa mais sustentado e mais divulgado de iniciativas culturais abertas à comunidade, e que esteja em rede e em articulação com a programação disponibilizada pelos agentes culturais da região.
Qual é a imagem que tem da UA? E qual a imagem que gostaria que a UA tivesse/venha a ter?
A imagem de uma Universidade pioneira em muitas áreas, empreendedora, jovem, dinâmica, e que está entre as melhores universidades portuguesas. É uma universidade que apostou em ser diferente das restantes com uma proposta formativa própria, com uma organização distinta, com uma vontade de assumir uma relação intensa com a sociedade; o que faz dela, de facto, a universidade, reconhecida em Portugal, como líder na capacidade de cooperação com o exterior.
Gostaria que a UA, para além de continuar entre as melhores universidades portuguesas, se mantivesse na liderança da investigação, na interacção com a sociedade e, cada vez mais, na valorização social e económica do conhecimento. Gostaria que se afirmasse como referência europeia em, pelo menos, duas áreas e se tornasse uma instituição e onde a componente internacional fosse cada vez mais um elemento natural em todas as actividades centrais da universidade, ou seja, onde a componente internacional se transformasse também numa matriz cultural da própria universidade.
Perfil
Manuel António de Assunção nasceu em Sousel, em 1952. Licenciado em Física pela Universidade de Lisboa é docente, na qualidade de Professor Catedrático, do Departamento de Física da Universidade de Aveiro e integra, enquanto investigador, o Laboratório Associado I3N – Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação.
O seu percurso profissional inclui uma presença de vários anos no Laboratório de Glass Ceramics da Universidade de Warwick onde obteve o seu doutoramento. Foi Presidente eleito do Conselho Pedagógico da UA (dois mandatos) e fez parte das equipas dos Reitores Júlio Pedrosa (dois mandatos), Isabel Alarcão e Helena Nazaré (também dois mandatos), sua antecessora.
É o sétimo Reitor da Universidade que o acolheu, em 1976, e o primeiro eleito pelo Conselho Geral. A tomada de posse decorreu a 22 de Fevereiro de 2010.