A PJ identificou duas mulheres de etnia cigana, de 45 e 22 anos, por “fortes indícios do presumível envolvimento de ambas” no homicídio que vitimou um homem de 25 anos domingo, em Fial, Albergaria-A-Velha.
Aquando do crime, que terá ocorrido por motivos relacionados com tráfico de droga, um indivíduo de 23 anos, também da mesma etnia, entregou-se no posto da GNR local alegando ter sido o autor dos disparos mortais, versão que a PJ rapidamente pôs de lado por demasiadas evidencias de encobrir terceiros.
Aquela atitude visava “apenas confundir a investigação” para com isso “impedir a identificação do verdadeiro autor dos disparos”, refere a PJ que terá como principal suspeito um indivíduo a monte, cadastrado.
A vítima, toxicodependente, foi atingida por tiros de caçadeira num pinhal situado em local isolado, o acampamento de Vale Carvalho, “não se encontrando ainda totalmente definida a motivação do crime”.
Uma arma de fogo que poderá ter sido a utilizada na consumação do crime encontra-se já apreendida.
As arguidas ficaram obrigadas a apresentações no posto policial da área de residência, com frequência diária a uma delas e bissemanal a outra.
Ainda que ferido gravemente, a vítima, natural do Luso mas a residir ultimanente em Águeda, conseguiria colocar-se em fuga do local usando a viatura em que se fazia transportar.
Cerca de 400 metros depois, mesmo à saída da povoação do Fial, parou a marcha na Rua Direita e pediu por socorro a populares ali residentes, que ao verem que se encontrava mal chamaram os bombeiros e GNR.
Quando os meios de socorro chegaram, cerca das 18:00, a vítima ainda estava no interior do Renault Clio branco, de que não era proprietário, mas já sem sinais de vida.
Os tiros esfacelaram um membro superior, atingindo outras partes do corpo do rapaz que vai a enterrar quarta-feira pelas 16:00 no Luso.