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Homicida de ex-companheira nega premeditação
21 abr 2017, 11:32

O sexagenário que esfaqueou mortalmente a ex-companheira, de 59 anos, quando mantinham relações sexuais, alega que o golpe foi acidental e não para se vingar de suposta traição, afastando também a pretensão imputada de querer fazer desaparecer o cadáver.

Além de homicídio qualificado, o indivíduo de 61 anos, que tinha atividade ligada ao ramo da sucata, começou hoje a responder no Tribunal de Aveiro pelo crime de profanação de cadáver.

O arguido negou que fosse controlador, garantindo que tinha uma boa relação com a falecida. "Gostava dela, passávamos bons tempos, jantares e casinos, paguei-lhe dívidas. Mas cada um sabia da sua vida. Não valia a pena andar atrás dela, porque eu sabia que não tinha ninguém. Ela trabalhava de dia e à noite estavamos juntos", explicou.

A partir de maio de 2016, quando faziam nova tentativa de viver novamente juntos, os problemas agravaram-se. "Ela ia para um curso de computadores. Começou a sair para tomar café com amigas, chegar de madrugada, depois faltava noites completos. Fiquei fora de mim, consternado, doente. Voltei a minha casa. Não tenho provas que tivesse outro homem, nem quis procurar. Nunca a segui, não sabia que tinha outro homem", garantiu.

As agressões fatais ocorreram a 10 de agosto do ano passado em terrenos próximos do Porto de Aveiro, local de encontro quando iam apanhar bivalves ou manter relações sexuais.

"É mentira que a obriguei a manter sexo nesse dia. Despiu-se, vi que ela estava suja na vagina. Disse-lhe que estava porca, tinha estado com outro, e chamou-me reles velho. Ela agarrou a faca, apontou na minha direção. Foi um filme de terror, ao tirar-lhe a faca espetei-a sem querer, ainda tentei socorrer depois desmaiou no caminho. Fiquei apavorado", relatou.

Dado o alerta para o desaparecimento, através de familiares, a Polícia Judiciária foi encontrar o cadáver em casa do arguido, na freguesia de Cacia. No local, os investigadores recolheram indícios que o homicida se preparava para fazer desaparecer o corpo. Em tribunal, negou, assegurando que iria deitar fogo apenas à viatura.

O arguido ficou viúvo do primeiro casamento e depois voltaria a casar, divorciando-se poucos meses depois. Explicou em tribunal que desde 1994 conhecia e mantinha relacionamento com a falecida que vivia no Olho de Água, em Esgueira.

Segundo a acusação do Ministério Público, o sexagenária mantinha pela vítma sentimentos de "obessão e posse, procurando controlar aspetos da vida dela".

Em Maio de 2016, a mulher decidiu dar nova oportunidade para voltarem a viver juntos. Desta vez, durou apenas uma semana, já que o homem mantinha sua maneira de ser, nomeadamente evidenciando ciúmes.

O casal continuou, ainda assim, a trabalhar na apanha de bivalves, como era habitual. O arguido persistia em seguir a falecida e suspeitar que mantinha outro relacionamento.

No dia 10 de agosto, deu-se o derradeiro encontro no local onde era normal irem para a ria. Eduardo Almeida, segundo o Ministério Público, sentou-se no carro da vítima, quis manter relações, mas ao ser travado gerou-se uma discussão. Retirou uma faca de cozinha que estava no interior e, num acesso de fúria e ciúme, atingiu a mulher com um golpe no peito e ainda lhe apertou o pescoço. A ex-companheira ainda reistiu mas acabou por desfalecer.

Ainda de acordo com a acusação, o agressou atirou a faca fora e conduziu a viatura da vitima com o corpo da mesma no lugar de pendura até Cacia.

A PJ surpreendeu durante a tarde o homem com material combustível e a vítima de braços e pernas amarradas com cordas, impedindo, dessa forma, que o cadáver fosse destruído pela ação do fogo.

Filhos da falecida pedem 100 mil eurosde indemnização

No início do julgamento, a juiza presidente informou que foi remetido esta semana pela Polícia Judiciária uma carta anónima tida com interesse para os autos, tendo a mesma sido dada a conhecer às partes. "Mais não é do um desabafo absolutamente pessoal", comentou a Procuradora do Ministério Público, desvalorizando o respetivo teor. O tribunal também não viu valor provatório, mantendo-a, contudo, no processo.

A defesa renovou o pedido para submeter o arguido a uma perícia psicológica, que deverá ser feita até ao Verão.

Os dois filhos da falecida reclamam uma indemnização de 100 mil euros ao arguido.

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