Vagos | 16-NOV-2009 22:56
Automóvel caiu a poço / Único ocupante encontrado morto ao terceiro dia

Um homem permaneceu morto, no interior da sua viatura, dentro de um poço, em Vagos, pelo menos, entre sábado à noite e a manhã desta segunda-feira, quando foi descoberto por populares que chamaram os bombeiros.



Imagens:

Resgate de viatura de poço, Vagos.

Resgate de viatura de poço, Vagos.
O condutor era o único ocupante do Opel Astra com matrícula de 1992. Mário Sílvio Pereira da Silva, de 40 anos, terá sido visto vivo, pela última vez, sábado à noite num café de Covão do Lobo, sul do concelho vaguense, mas não se sabe, em concreto, como terão sido as suas últimas horas de vida.

O acidente, que não terá sido presenciado, ocorreu, ao que tudo indica, quando o homem, um pintor da construção civil, circulava na rua principal de regresso a casa, em Corgues, na freguesia vizinha de Febres, Cantanhede.

Pelos indícios no local, a viatura poderá ter ido à berma da direita, embateu numa manilha das águas pluviais, despistou-se num terreno de cultivo do lado contrário e caiu ao poço, levando à frente parte do muro de protecção.

Durante todo o fim-de-semana, apesar de ser uma via com muito movimento, ninguém deu pelo acidente e a única anormalidade na vivência local era o alerta de desaparecimento do condutor, feito através da viúva por estranhar a ausência prolongada do marido.

Só esta manhã, pelas 8:30, alguns populares, ao passarem na rua principal estranharam os rodados no terreno que iam ter ao poço. “Fomos espreitar e estava lá um carro, corremos logo a chamar os bombeiros”, disse um jovem.

Pela matrícula, soube-se imediatamente quem seria o proprietário. Foi preciso, contudo, esperar pelos bombeiros para se confirmar a existência de uma vítima, resgatada por um mergulhador da corporação de Vagos.

O condutor estava sem o cinto apertado, indiciando que talvez tenha feito alguma tentativa de sair. Numa parte do poço era possível, de resto, ficar com pé.

Só a autópsia poderá esclarecer as causas da morte de Mário Sílvio, natural de Pedreira de Vilarinho, Oliveira do Bairro, que deixa viúva, doméstica, e quatro filhas, três das quais ainda ao seu encargo.

O Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes do Destacamento de Trânsito de Aveiro da GNR abriu um inquérito.

O automóvel seria retirado cerca do meio-dia com recurso à grua dos Bombeiros Novos de Aveiro.

O cadáver seguiu para o gabinete-médico legal de Aveiro para realização de autópsia, desconhecendo-se a data do funeral.

Os bombeiros de Vagos mobilizaram para o local 15 efectivos e quatro viaturas.

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