|
|
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
 |
Aveiro | 15-OUT-2009 22:53
Implosão do estádio passa de anedota a hipótese real
“Como rentabilizar o estádio municipal ?” A questão anima, ciclicamente, as hostes políticas e desportivas em Aveiro, sem deixar o cidadão comum indiferente. Agora que se colocam cenários radicais, surge também a proposta de um referendo local.
|
 |
 |
 |
 |
Imagens:



Estádio Municipal de Aveiro.

Sons:



Ulisses Pereira e a "hipótese" de implodir o estádio municipal.

Outros:



Esclarecimento de Ulisses Pereira sobre declarações alusivas ao estádio municipal.
|
 |
 |
 |
 |
|
 |
 |
“Se estamos a pagar aquilo tudo, deitar abaixo não seria má ideia. Sempre ficava mais barato”, ironiza um popular à mesa do café de volta das notícias em torno daquele que já se tornou o primeiro grande debate do novo mandato autárquico.
O recurso ao camartelo, referido normalmente no anedotário local entre os mais descrentes da utilidade do recinto, foi assumido muito a sério pelo líder concelhio do PSD.
“A implosão do estádio não é uma aberração completa, mas não quer dizer que a defenda”, disse Ulisses Pereira, actualmente deputado na Assembleia da República.
“Não é estupidez nenhuma, pode passar mesmo por substituir completamente”, sublinha o dirigente partidário, embora fazendo depender essa “hipótese”, que seria a mais radical, da avaliação de “outras soluções” com estudos de viabilidade económica e submeter a mais credíveis a um referendo local para os aveirenses decidirem.
O exemplo não é inédito, lembra Ulisses Pereira, ao dar conta do caso de uma cidade suíça onde haverá uma consulta idêntica em preparação.
“O estádio tem valor negativo, todos os anos acumula prejuízos”, justifica o presidente concelhio do PSD, não vendo “nesta fase de crise” que surjam parceiros interessados no equipamento “sem o remodelar ou dotar de multifuncionalidades” com espaços multiusos ou comerciais.
“Não sei o que será mais barato, adaptar ou fazer de raíz”, insiste Ulisses Pereira que procurou enquanto administrador da empresa mista Parque Desportivo de Aveiro (PDA) envolver a Visabeira no estádio.
O grupo de Viseu, que se tornou accionista principal ao adquirir a posição da Câmara de Aveiro, não aceitou o desafio de assumir de incluir a gestão do estádio entre os equipamentos que projecta na zona envolvente, entre os quais um campo de golfe.
Presidente não entra na polémica
O presidente da Câmara de Aveiro, Élio Maia, reeleito para o segundo mandato, “não comenta” a polémica instalada pelas declarações do líder do PSD, mas a oposição exige medidas dos Paços de Concelho.
Pelo PS, Raul Martins, diz ser “competência” do responsável da edilidade encontrar as medidas adequadas, considerando, por isso, “não fazer sentido” referendar o futuro do estádio.
António Regala, do PCP, já defendeu “a venda” do estádio “mas para caricaturar” o ponto a que se chegou, colocando a hipótese da implosão ao mesmo nível. “Existe, agora tem de ser rentabilizado”, refere.
O Bloco de Esquerda apressa-se “a responsabilizar”, através de Nelson Peralta, os outros decisores políticos. “O referendo seria para lavarem as mãos dos problemas que criaram”, acusa.
Para Manuel António Coimbra, ainda porta-voz do PSD na Assembleia Municipal, a viabilidade do estádio depende também “de um clube residente forte”, o que o Beira-Mar não tem conseguido ser. “Os seus dirigentes, infelizmente, não têm estado à altura do estádio”, critica.
Já Miguel Fernandes, líder da concelhia do CDS e vereador eleito, diz que “o contexto não permite desperdiçar recursos”, embora assuma a necessidade de uma “reavaliação funcional do recinto”.
Custos elevados, escassas receitas
Com 30.000 lugares , só nos raríssimos jogos da selecção nacional o estádio de 66 milhões de euros projectado por Tomás Taveira consegue esgotar.
Com o Beira-Mar na segunda liga, as receitas de exploração não chegam sequer para cobrir os encargos de manutenção, na ordem dos 50 mil euros por mês, mas o total das despesas ronda quase um milhão de euros por ano.
Além dos jogos de futebol, raras vezes o estádio foi utilizado para outros acontecimentos.
À excepção de espaços usados por modalidades desportivas, uma ou outra loja alugada, pouca actividade existe por lá, ao ponto da área de restauração já ter conhecido melhores dias.
A concessão do estádio, prometida pela Câmara de Aveiro, não figura entre as prioridades do Beira-Mar a contas com uma grave crise directiva e financeira que ameaça a sua própria existência como clube.
O presidente da Assembleia Geral, Artur Moreira, viu-se na obrigação de assumir a gestão corrente e, nesta altura, está mais preocupado em pôr fim ao vazio directivo.
O que parece difícil, atendendo ao facto do património e receitas do clube estar penhorado pela anterior direcção a que presidiu Artur Filipe, que reclamam 5 milhões de euros de créditos.
Como agravante, a comissão administrativa agora demissionária, que era liderada por Mano Nunes, deixou por resolver um novo diferendo com a autarquia. O clube acordou adquirir por 1,2 milhões de euros as piscinas que entretanto revendeu por 2,5 milhões, mas, peripécias várias, não permitiram liquidar a verba devida ao município.
O negócio, que seria uma forma de ultrapassar diferendos antigos de contas por saldar, já está a ser investigado pela PJ.
regressar à listagem |
 |
 |
 |
 |
|
 |
 |
 |
 |
Ratings
Rating actual:     [13 votos]
| Classifique este artigo de acordo com o seu grau de interesse: |
|
|
|
 |
 |
 |
 |
|
 |
 |
 |
 |
Comentários
15-NOV-2009 22:59 | Bruno Martins Caro Artur Salvador, sou licenciado em Ordenamento Territorial e conheço qualquer matéria no âmbito.
1.º Nunca me leu a falar em demolição;
2.º O EMA é um erro e não foi feito a pensar no SCBM;
3.º A culpa do Estádio não é minha e quando erro em algo sou avaliado e reprovado. Tenho que aprender para evoluir e assumo a responsabilidades;
4.º http://www.youtube.com/watch?v=iSJ31IBCvj0
18-OUT-2009 21:41 | Artur Salvador Ao consultar o link que se deu ao trabalho de publicar, devo dizer que o mesmo retrata a visão curta e viciada dum ex-presidente, que se esqueceu que hoje fazer obra é o que custa menos, melhor até se for financiada; o grande problema está depois da conclusão, fazê-la cumprir os objectivos, sustenta-la e dinamiza-la. E o problema presiste ainda hoje ou há duvidas??? Aqui fica a minha referencia.
18-OUT-2009 21:37 | Artur Salvador Sabe que Aveiro, e os muncipios do Baixo Vouga, actualmente, em sede QREN, qase todos potenciam os seus projectos neste contexto??? Logo não creio que um projecto concebido para servir uma população NUT II, não se reveja nela. O erro está aqui. Não podemos ter um Estadio somente para metade de população do concelho. O nome é indiferente, até porque fisicamente está no concelho, logo é uma mais valia de Aveiro.
18-OUT-2009 21:33 | Artur Salvador Gosto de desafios, e não tenha duvidas que em 36 meses, o EM é rentavel ou pelo menos sustentavel. Aveiro, Baixo vouga, Região Centro... as cidades não têm barreiras e como sabe são cada vez menos isoladas; serviu de justificação ao financiamento, deve agora servir para o sustentar e potenciar . Baixo Vouga não lhe diz nada, porque ainda se deixa levar por um pensamento provinciano em jeito de capelinha.
18-OUT-2009 21:31 | Artur Salvador Sou da opinião que se deve rentabilizar o EM. Estão ali investidos milhões do herario publico; Quando falo em demolir por falta de condições de segurança, é o unico argumento que conheço para o justificar. Avaliações S/E fazem-se antes, depois é arregaçar as mangas e trabalhar; visão redutora não é a minha.
18-OUT-2009 13:56 | Bruno Martins Pelo que li o ex-presidente da CMA também teve uma visão redutora (Revista Municipal Nov.1999, Pág 30) Estádio M. Aveiro: «Não se mostrando preocupado com a rentabilização do estádio ...»
Quer mais provas? http://twitpic.com/photos/bm_aveiro
18-OUT-2009 13:53 | Bruno Martins Artur Salvador: Pelo o que indica o custo/prejuízo dos equipamento ou infra-estruturas ñ têm interesse p/as avaliações socio-económicas. Só segurança? Isso é ser redutor! Relativamente a «Baixo Vouga» é um termo que nada nos diz, parte do pressuposto «Nomenclatura de Unidade Territorial Estatística», não tendo qualquer base o enraizamento sociocultural.
17-OUT-2009 12:53 | Artur Salvador A demolição só terá fundamento e justificativo na gestão da coisa pública se estiver em causa a segurança da prática desportiva e do público assistente. É a minha opinião!
A estrutura criada, deve ser alvo de uma análise ponderada, na medida em que é uma montra do Baixo Vouga. Não existe outra com estas características e duvido que venha a ser construída nos próximos anos. “Baixo Vouga Arena”.
17-OUT-2009 01:32 | Bruno Martins 2) Fui colaborador no clube dei muitas ideias e algumas até foram postas em acção. Mas por mais quanto tempo para testar? 600.000 euros por ano é muito dinheiro e os resultados não foram, de todo, visíveis.
Ano após ano é o que já sabemos. Os «3 milhões» que profere têm como base algum orçamento real? Não se esqueça que o entulho também poderá ser vendido e convertido em energia.
17-OUT-2009 01:27 | Bruno Martins 1) Sr. Augusto Moreira: Concordo com a situação dos gestores. Agora digo-lhe que a culpa foi da CMA que não fez um estudo correcto e muito menos se mostrou preocupada com a sua rentabilização! Palavras ditas da própria boca do Dr. Alberto Souto e escritas na Revista Municipal! Não foi um artigo jornalístico, foi na própria Revista do município! O estádio nunca foi pensado no Beira-Mar, foi apenas para os 2 jogos do Europeu e as tretas estão ai.
16-OUT-2009 23:08 | Augusto Moreira Se a CMA entregasse o estádio a uma empresa privada ou a o Beira-Mar a custo zero ou mesmo pagando uma pequena percantagem do que paga actualmente, ou deveria estar a pagar, com a manutenção ordinária do estádio, então teríamos a solução para o problema. Infelizmente o problema é outro, pois há os lugares de noemação política (jobs for the boys (and girls)) que é necessário manter...
16-OUT-2009 23:06 | Augusto Moreira Deixem-se de tretas...
Então acham que se se implodir o estádio a dívidida herdada com a construção acaba? Tenham mas é juízo. A dívida continuaria a ter que ser paga.
Acresce que para implodir o estádio e limpar o local, tendo em conta a área e volumetria da infraestrutura, seriam necessários cerca de 3 milhões de euros!!!
Também se esqueceram de dizer que muitos dos custos de manutenção do estádio se deve ao pagamento dos gestores (jobs for the boys and girls...)
16-OUT-2009 13:17 | Bruno Martins Sr. Correia: Vamos continuar a gastar dinheiros públicos quer pela gestão quer na própria manutenção do equipamento. Veja o peso dos custos ao longo dos meses. Veja o que o clube já perdeu e meta tudo no mesmo saco.
Faça o balanço final, ria-se à vontade (porque é sempre bom) mas a verdade é que «todos nós» estamos a pagar para continuar a ter uma infra-estrutura inútil à realidade Aveirense!
16-OUT-2009 12:47 | Correia Só em Portugal ... nem vale a pena tecer comentários.... Esta noticia é de rir ..... Gastamos dinheiro em acessos, infra-estruturas, estádio e agora .... é para demolir :) ................
16-OUT-2009 11:19 | Artur Salvador Mais barato que a implosão é construir de raiz um campo de futebol integrado no projecto PDA, com 5 mil lugares... basta!
Mais de trinta mil lugares disponíveis para projectos de lazer destinados ao universo Baixo Vouga; não há outro igual e é este que tem de ser potenciado. A sua sustentabilidade reside no facto de se promover a estrutura e pelo menos uma vez por mexer, aquilo encher de publico.
Fica aqui este meu embrionário contributo.
Venha o debate alargado.
16-OUT-2009 11:18 | Artur Salvador Aquela estrutura, deve ser pensada noutro contexto de desporto e espectáculos. Deve ser trabalhada de raiz e potenciada. Assim do senso comum, aquela estrutura tem viabilidade para receber o campeonato do mundo de Freestyle MotoCross; podia ter recebido cá o concerto 360º dos U2; Paul Van Dyk on stage; e outros que tais outras dinâmicas. Quem sabe se a verdadeira essência da estrutura não é outra que não o futebol...
16-OUT-2009 11:17 | Artur Salvador O que é justo.
Ligado ao futebol, esperou-se que o público do velhinho Mario Duarte pudesse crescer e encher aquele estádio. Nunca aconteceu e os êxitos desportivos do Beira mar também não têm ajudado muito.
Passando á frente, obviamente que antes de ponderar a implosão, que tem nexo, embora fique a ideia de que o dinheiro publico não tem preço, mas tem, e muito.
16-OUT-2009 11:16 | Artur Salvador Sempre vi o estádio municipal de Aveiro como um icon regional de dinâmica desportiva. Vi com pena, que o mesmo fosse concebido exclusivamente para a prática futebolística e esporadicamente pudesse receber outros eventos.
Se bem me recordo, quando foi aprovada a obra e defendida a captação de apoio financeiro para o construir, uma das valência que tinha era o de alavancar publico da região do Baixo Vouga, e por isso mesmo é que tem lugares correspondentes a aproximadamente a 10% deste universo.
16-OUT-2009 02:14 | Bruno Martins 7) Para finalizar, afirmo q se alguém pretende praticar a política dos “Se’s” será eternizar aargumentação falaciosa! Isso paga-se caro!
Se o EMA isto, se o BM aquilo, se o público fosse +, etc. Leiam os dados, olhem o q foi feito e digam-nos + certezas!
Revitalização do espaço ou a Construção de uma solução de raiz? Também parto para uma das duas considerações.
Mais problEMA em Aveiro? Eu digo não, obrigado!
16-OUT-2009 02:05 | Bruno Martins 6) Isto para não falar na vinculação de diversos protocolos/memorandos (não cumpridos)… Lutas políticas desenfreadas… e o clube resistindo… sofrendo… Seria bom por o fim a esta novela do EMA com a «machadada final». De salutar será apoiar medidas que visem o apuramento de custos/prejuízos a médio/longo prazo e associados à manutenção, os ao afastamento dos sócios etc..
16-OUT-2009 01:56 | Bruno Martins 5) Aspectos da gestão económico-financeira (resultados catastróficos em termos de contratações, tentativas de alimentar «sonhos desmedidos» para as subidas de divisão e/ou permanências de modo a tentar rentabilizar o espaço), guerras internas com a própria gestão da EMA, EM (relembro os diversos casos com o antigo Director Miguel Lemos, fecho de portas, tentativa da mudança das instalações) tudo foram situações de um projecto que nasceu em águas turvas.
16-OUT-2009 01:55 | Bruno Martins Como tal, surgiram tentativas positivas na tentativa de capturar «desesperadamente» adeptos (como as entradas gratuitas (escolas/solidário) animação dos jogos e sorteio de brindes). Mas «como Roma e Pavia não se fizeram num dia» o clube continua moribundo. Exemplos incorrectos da contabilização das assistências no EMA, com base em metodologia do «olhometro» (eu próprio já participei na adivinha), permitiram que o número estivesse adulterado estatisticamente, o que é errado.
16-OUT-2009 01:53 | Bruno Martins 3) Num outro âmbito, verifica-se o desfasamento da base social onde emergiram problemas, tais como: afastamento dos associados face à anterior densidade humana, periferização do «desporto das massas», mau funcionamento dos T.Públicos, o exemplo do frio das bancadas ao invés do calor humano, serviços/restauração, etc)
16-OUT-2009 01:52 | Bruno Martins 2) Começo por salientar que o foro íntimo do clube está ferido de morte (jogar num estádio q não tem uma imagem de marca "SCBM", «não veste de auri-negro» e não proporciona o enquadramento estético/ambiental vital a qualquer clube assente nos pilares de sentimentos de “cor, pertença e amor”) vieram colocar determinados «ideais» em rejeição, do comum mortal que sente determinadas valências no clube, traduzido por outras palavras numa falta de perspectiva de inclusão.
16-OUT-2009 01:51 | Bruno Martins Sabemos que a mudança de paradigma no Sport Clube Beira-Mar, sobretudo relativo ao sector do futebol profissional e ao estádio + particularmente, foi como uma espécie de «corda na garganta» aquilo que se assistiu nestes últimos 6 anos.
Esse «sufoco» pode ser compreendido pelas acepções adquiridas paulatinamente, dependendo de quem analisa e avalia, mas de uma forma genérica podemos englobar que algumas foram referenciadas e outras podem passar despercebidas ao comum cidadão.
|
 |
 |
 |
 |
|
|
 |
 |
|
 |
 |
|